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D! NEWS Nº 10 – Abr/2026
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Finalmente de volta, ainda mais intenso e visceral: após sete anos de sua estreia, “Vermelho Melodrama” está em cartaz na sua segunda temporada. Baseada em texto do dramaturgo Gildon Oliveira, com encenação e adaptação de Jorge Alencar, a peça agora reúne Diogo Lopes Filho, Lia Lordelo, Neto Machado, Véu Pessoa e Vinicius Bustani em seu elenco. O espetáculo, com muito gosto, mergulha no gênero do melodrama e, a partir de suas típicas construções, aciona questionamentos sobre as ficções de nossa realidade. Seu coração também é melodramático? Vem aqui!
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Segredos inconfessos, triângulos amorosos e paixões inflamadas que se cruzam com o melodrama de acontecimentos políticos do Brasil e do mundo. A trama de “Vermelho Melodrama” é inspirada no famoso “crime do ketchup”, ocorrido no interior da Bahia em 2011 (lembra dele? 😁). A peça gira em torno dos órfãos Lúcio Mauro, Carlos Manuel e Lurdes Maria, que foram criados como irmãos. O motor dramatúrgico é uma carta que não foi entregue ao seu destinatário, guardando uma revelação que pode mudar o destino de cada personagem. Numa dinâmica entre vivenciar a trama e comentar a própria experiência cênica, as emoções são amplificadas e põem sentimentos à frente de um pensamento exclusivamente racionalista.
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A encenação coloca a dramaturgia de Gildon em diálogo com uma série de outros autores, como Clarice Lispector, Isildinha Baptista Nogueira, Linn da Quebrada e Georges Didi-Huberman, levantando questões como o direito ao amor na contemporaneidade: quais existências têm podido amar e ser amadas? O espetáculo ainda traça relações com questões sociopolíticas – se, em sua estreia, em 2019, vivíamos um sombrio momento político, hoje ainda encaramos ameaças fascistas e antidemocráticas em nosso país e ao redor do mundo. Entrelaces de amor, ódio e toda uma rede de afetos .
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Em meio a tempestades de emoções, algumas perguntas vêm à tona: você acredita no destino? Onde reside a potência de uma carta nesta era digital? Como ativar emoções revolucionárias? Até quando vai o melodrama da vida política de nosso país, do mundo? “Vermelho Melodrama”. Como cor de esmalte. Como transbordamento.
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TEMPORADA
📆 Até 10 de maio
⏰ Sextas e sábados, 19h; domingos, 18h
📍 Teatro Gregório de Mattos (Praça Castro Alves, s/n)
🎫 R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia)
www.sympla.com.br/dimentiproducoes
Bilheteria física: aberta uma hora antes de cada sessão
1️⃣6️⃣ anos
🧏🏽♀️ Recursos de acessibilidade: Espaço com acessibilidade arquitetônica; audiodescrição e tradução em Libras em datas específicas
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“Vermelho Melodrama” estreou em julho de 2019 – aquele ano tão difícil –, numa temporada de grande sucesso de público no Teatro do Goethe-Institut Salvador. Os planos eram de voltar a cartaz logo, em 2020. Então veio a pandemia. O desmonte de políticas públicas. Muita insegurança e a falta de condições de fazer a peça voltar.
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Então o projeto “Vermelho Melodrama: O Retorno (Ainda Mais Intenso e Visceral)” foi contemplado pelo edital Chamadão das Artes Cênicas, com recursos financeiros da Fundação Gregório de Mattos, Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, Prefeitura de Salvador. E, enfim, estamos de volta, sete anos depois!
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A cerimônia do 27º Prêmio Braskem de Teatro, referente a 2019 e entregue em 2020, como tudo mais da vida, foi realizada de modo diferente: uma primeira edição virtual, à distância, com todo mundo acompanhando de suas casas.
“Vermelho Melodrama” foi o campeão de indicações e levou o troféu de Melhor Espetáculo Adulto e da Categoria Especial pelo figurino e adereços de Luiz Santana. Também concorreu em Texto, Direção, Ator, pela atuação de Eduardo Gomes, e Atriz, pela atuação de Véu Pessoa.
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Gênero que firmou-se no teatro francês do século 19, caracterizado principalmente pelo acesso direto à sentimentalidade do espectador, o melodrama, desde seu nascedouro, teve grande apelo popular, ao mesclar musicalidade e dramaturgia com enredos narrativos cheios de desencontros, paixões e grandes revelações.
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O processo de criação de “Vermelho Melodrama” começou em 2018. Uma série de atividades em torno do gênero melodrama compôs esta construção, dentro de projeto realizado pela Dimenti, contemplado pelo Edital Setorial de Teatro do Governo da Bahia.
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O texto original e então inédito, “Vermelho rubro amoroso… profundo, insistente e definitivo!”, uma ode ao melodrama por detalhar meticulosamente a sua arquitetura, já era, em si, fruto de uma pesquisa, do mestrado do autor Gildon Oliveira no Programa de Pós-graduação em Artes Cênicas da Universidade Federal da Bahia (UFBA).
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Para aprofundar o conhecimento de todas as pessoas envolvidas e demais públicos interessados, foram realizados o “Seminário Melodramando”, lançamento de livro, exibição de filme, oficina de melodrama e residências artísticas, com participação de artistas locais e de outras partes do Brasil: Paulo Merísio, artista-pesquisador e organizador do livro “Sentidos do Melodrama”, um dos grandes conhecedores do gênero no país; a atriz Fernanda Chicolet e o cineasta Cainan Baladez, diretores do filme “Demônia: melodrama em 3 atos”; e a atriz e doutora em Artes Cênicas Jacyan Castilho.
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Refletindo criticamente e artisticamente sobre a intensa presença das narrativas de teor melodramático no Brasil em diferentes plataformas – TV, cinema, literatura, música etc. –, o projeto buscou problematizar os preconceitos históricos sofridos pelo gênero e suas tipologias, dissolvendo insistentes pares de oposição como profundo X superficial; arte X entretenimento; popular X erudito. Como resultado, encenar um texto inédito de um baiano, fruto de longos anos de estudo, se deu como ação de fortalecimento da nova dramaturgia e da carpintaria cênica na Bahia.
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A montagem de “Vermelho Melodrama” se deu em 2019. A partir da adaptação do texto de Gildon Oliveira por Jorge Alencar, a encenação contou com assistência de direção de Larissa Lacerda – que também assina a luz – e Marina Martinelli, além da primordial colaboração artística de Ellen Mello e Jacyan Castilho.
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A trilha sonora e a direção musical são do experiente compositor Luciano Salvador Bahia, que já levou do Prêmio Braskem de Teatro um troféu pelo conjunto das direções musicais realizadas. Quem assina as canções, cantadas ao vivo em cena, é Leo Fressato, autor da música “Oração”, d’A Banda Mais Bonita da Cidade, que tem mais de 60 milhões de visualizações no YouTube.
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Luiz Santana assumiu o desafio de produzir o figurino e os adereços, elementos fundamentais da peça. E a TANTO CRIA, formada por Patricia Almeida, Fábio Steque e Daniel Sabóia, faz a direção de arte, criando a identidade visual e a cenografia.
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No elenco, um quinteto multifacetado e incrível: Eduardo Gomes, Fábio Osório Monteiro, Lia Lordelo, Neto Machado e Véu Pessoa. Na remontagem para 2026, Vinicius Bustani e Diogo Lopes Filho entram para o elenco assumindo as posições de Eduardo Gomes e Fábio Osório Monteiro, respectivamente.
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Ficha técnica temporada da reestreia 2026
Peça teatral baseada na obra de Gildon Oliveira: “Vermelho rubro amoroso… profundo, insistente e definitivo!”
Direção e adaptação: Jorge Alencar
Criação e elenco: Diogo Lopes Filho, Lia Lordelo, Neto Machado, Véu Pessoa e Vinicius Bustani
Criada em colaboração com: Eduardo Gomes e Fábio Osório Monteiro
Canções: Leo Fressato
Trilha sonora original e direção musical: Luciano Salvador Bahia
Direção de arte e identidade visual: TANTO CRIA (Patricia Almeida, Fábio Steque e Daniel Sabóia)
Programação visual: Luíza Senna
Coordenação técnica: Larissa Lacerda
Execução de cenografia: Lorena Peixoto Cenografia
Figurino e adereços: Luiz Santana
Assistência de direção: Larissa Lacerda e Marina Martinelli
Colaboração artística: Ellen Mello e Jacyan Castilho
Supervisão vocal: Manuela Rodrigues
Desenho de luz: Larissa Lacerda
Operação de som: Felipe Viguini
Operação de luz: Larissa Lacerda e Marina Porto
Tradução em Libras: Dê um Sinal
Audiodescrição: Rede Íris
Coordenação geral: Ellen Mello
Produção: Tais Bichara e Cândida Monte
Financeiro: Marília Pereira
Administrativo: Julia Coelho
Comunicação: Paula Berbert
Cobertura para redes sociais: Maria Gabriela Cerqueira
Fotografia: Patricia Almeida
Uma realização da Dimenti Produções Culturais
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Dentro do projeto “Vermelho Melodrama: O Retorno (Ainda Mais Intenso e Visceral)”, será oferecida uma turma da Oficina de Honestidade Artística, conduzida por Jorge Alencar e Neto Machado.
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Esta é uma oficina de criação que adentra as fantasias e tesões artísticos de cada participante. Um desejo de acessar, principalmente, nossas poesias domésticas, íntimas e não institucionalizadas.
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O que mobiliza cada artista além das tendências e tabus estéticos? O que produz atração e repulsa nas artes e como isso constitui cada pessoa em seu movimento criador? Quando a pulsão criadora transborda o “projeto oficial” aprovado em edital? Onde estão os textos escritos, mas nunca publicados? Onde está a coreografia aprendida a portas fechadas? Onde está a música cantada no chuveiro diariamente? Onde está a cena ensaiada em frente ao espelho? Os encontros são pautados principalmente por conversas francas e práticas de composição performativa.
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A atividade, com carga horária de 8 horas, é voltada para artistas e estudantes dos diversos campos – dança, teatro, artes visuais, cinema etc – que desejem performar independentemente de suas habilidades específicas, e acontece nos dias 13 e 14 de maio (quarta e quinta-feira), das 18h às 22h, na Casa Arte Dá Trabalho (Rua Feira de Santana, 22 – Rio Vermelho). São 15 vagas gratuitas disponíveis por ordem de inscrição.
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Nossa camisa-bandeira entrou no clima e agora está disponível também na versão vermelha! Em 2026, vamos usar muito essa cor, não é?
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= Compra online:
www.conexoescriativas.com.br/loja
= Compra presencial em Salvador:
Casa Arte Dá Trabalho
Rua Feira de Santana, 22 – Rio Vermelho
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Nesse espaço de memórias da nossa newsletter, a retomada de “Vermelho Melodrama” nos faz lembrar de uma obra cênica que a Dimenti produziu durante a pandemia, envolvendo boa parte das mesmas pessoas da ficha técnica: “Arquivo Vivo”, que foi indicada na categoria “Melhor Performance” na 28ª edição do Prêmio Braskem de Teatro. Em tempos de relações eminentemente digitais, perguntamos: como mergulhar na memória do teatro da Bahia atravessada pelo imperativo do distanciamento social?.
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Com apoio financeiro do Programa Aldir Blanc Bahia, o trabalho teve estreia em 2021, reunindo no elenco e na criação Claudia Di Moura, Diogo Lopes Filho, Fábio Osório Monteiro, Larissa Lacerda, Mônica Santana e Neto Machado, com direção e roteiro de Jorge Alencar, codireção de Neto Machado, assistência de direção e de roteiro de Marina Martinelli, direção de arte e identidade visual da TANTO CRIA e trilha sonora original de Luciano Salvador Bahia.
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O título do trabalho, “Arquivo Vivo”, dá materialidade ao seu formato e ao jeito como a plateia online pôde frui-lo: acessando um link exclusivo em um dos funcionais serviços digitais para armazenamento e partilha de arquivos – a chamada “memória em nuvem”. A experiência era de como abrir uma caixa de memórias, daquelas que guardamos em casa, reunindo fotos, cartas, objetos, lembranças. Assim, cada pessoa espectadora construía sua trama, fazendo seu próprio caminho pelas pastas de arquivos, escolhendo o que vasculhar: cenas sonoras, imagens fotográficas e pictóricas, textos, tradução em Libras, trilha musical, entre outros vários elementos dessa dramaturgia aos cacos.
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“Arquivo Vivo” foi composto a partir de lembranças de todo o elenco sobre peças teatrais a que assistiram: espetáculos apresentados e/ou criados na Bahia que afetaram cada uma e cada um de modo especial. “Lembrar como uma prática esperançosa de microrrevolução performativa”, resumia o diretor Jorge Alencar.
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